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Casarini apoia a biO2 Expedition

Vem aí a biO2 Expedition, uma aventura que conecta esporte, sustentabilidade e brasilidade! Idealizado pela biO2 Organic, marca de alimentos naturais, orgânicos e vegetarianos, o projeto nasceu com o propósito…

Casarini apoia biO2 Expedition

Casarini apoia biO2 Expedition

Vem aí a biO2 Expedition, uma aventura que conecta esporte, sustentabilidade e brasilidade!

Idealizado pela biO2 Organic, marca de alimentos naturais, orgânicos e vegetarianos, o projeto nasceu com o propósito de unir e propagar os valores da marca: alimentação saudável e vegana, consciência alimentar, preservação da natureza e incentivo de esportes ao ar livre.

Cada expedição levará 4 atletas profissionais e amadores para grandes aventuras pelo Brasil, praticando esportes como canoísmo, escalada, surf, kite surf, ciclismo, entre outros.

Os participantes viajarão com uma frota de veículos off-road equipados com sistema de captação de energia solar e carbono neutro, além de um arsenal de alimentos e bebidas saudáveis e orgânicos selecionados por uma nutricionista.

O primeiro destino será Foz do Iguaçu, com início em 15 de maio. Em seguida, a biO2 levará os atletas até a Chapada Diamantina (12 a 26 de junho), depois Ceará, Piauí e Maranhão  (de 23 de setembro a 6 de outubro) e, em dezembro (4 a 16), Sul do Brasil.

A frota conta com o primeiro trailer off-road do Brasil, movido à energia gerada por painéis solares, que também servirá como cozinha e laboratório para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.

As viagens serão gravadas, transmitidas ao vivo no canal do Youtube e Instagram da marca e em mostras e canais de televisão, que exibirão as 4 expedições de 2017.

A Casarini BRP tem a alegria de estar presente neste grande projeto, junto com nosso amigo e cliente, o caiaquista Pedro Oliva, que levará uma moto aquática e um quadriciclo para apoio nas expedições.

Acompanhe a biO2 Expedition:
Youtube: Canal biO2organic
Instagram: @bio2expedition @bio2organic


Embaixadores Can-Am reforçam do que os UTVs Maverick X3 são capazes

Nas competições ou nos momentos de lazer, “Família da Poeira”, Deninho Casarini e Lucas Barroso aceleram o revolucionário lançamento da marca canadense Fonte: Mundo Press Eles são apaixonados pelo off-road…

Nas competições ou nos momentos de lazer, “Família da Poeira”, Deninho Casarini e Lucas Barroso aceleram o revolucionário lançamento da marca canadense
Fonte: Mundo Press

Deninho Casarini Foto: Gustavo Epifanio

Deninho Casarini
Foto: Gustavo Epifanio

Eles são apaixonados pelo off-road e disputam as principais competições de rally do país a bordo do UTV Maverick X3, lançamento da Can-Am para 2017. Mais que isso, aceleram o revolucionário veículo off-road nos momentos de lazer, que incluem passeios e expedições para lugares paradisíacos, onde poucos conseguem chegar. A “Família da Poeira”, Deninho Casarini e Lucas Barroso são os embaixadores Can-Am no Brasil e têm a missão de divulgar o espírito do Maverick X3, que elevou a categoria dos UTVs ao próximo nível.

A máquina já demarcou seu espaço e estreou no calendário nacional de forma avassaladora. Nas provas de abertura do Brasileiro de Rally Baja, os veículos Maverick X3 chegaram a ocupar as cinco primeiras posições da classificação geral, entre motocicletas, quadriciclos e carros. As expectativas são as melhores para a temporada de competições e incluem a defesa do título dos UTVs no Rally dos Sertões pela família de veículos Can-Am Maverick, atual tetracampeã.

“O Maverick X3 tem design arrojado e foi desenvolvido para ir além em todos os sentidos. Está pronto para oferecer performance de alto rendimento, conforto, segurança e pleno controle em qualquer tipo de terreno”, explicou Henrique Rosa, gerente de marketing para a América Latina da BRP, grupo responsável pela Can-Am. “Os embaixadores têm relacionamento próximo com a marca, histórico de títulos nas competições e profundo conhecimento do produto. Ou seja, são canais de comunicação importantes com o público”, continuou.

Os embaixadores respiram o off-road e encontraram no Maverick X3 uma forma única de diversão. “Seja nas competições, nas trilhas aos finais de semana, expedições com os amigos ou no passeio em família. Os embaixadores Can-Am levam a bandeira do Maverick X3 onde forem e mostram o que os UTVs são capazes de proporcionar em termos de desempenho e, principalmente, de qualidade de vida aos usuários”, finalizou Henrique Rosa.

Deninho Casarini – O relacionamento do piloto paulista Deninho Casarini com a BRP é antigo. Ele é concessionário desde 2002 com as lojas Casarini. Ao lado da Sea-Doo, foi tricampeão mundial de motos aquáticas e, em 2013, migrou para a terra, sempre a bordo dos UTVs da família Can-Am Maverick.

De cara, conquistou o vice-campeonato brasileiro de rally baja e o desejado título nacional foi alcançado em 2016, pela classe UTV Pró. “A nossa parceria ajudou muito a desenvolver a BRP no Brasil e a fábrica sempre me apoiou em tudo. Além das provas, também utilizo o Maverick X3 em passeios e expedições e posso afirmar que o veículo é incomparável. É uma honra representar a Can-Am dentro e fora do universo off-road, que é uma grande família.”

Deninho Casarini Foto: Sanderson Pereira

Deninho Casarini
Foto: Sanderson Pereira

Clique aqui e leia a matéria na íntegra.


Novas instalações - Marina Casarini

Marina Casarini – Novidades nas instalações exclusivas para clientes

Na Marina Casarini, não é só a sua moto aquática ou barco que recebe atendimento VIP. Você é nosso convidado especial!

Na Marina Casarini, não é só a sua moto aquática e barco que recebe atendimento VIP. Afinal, aqui você é muito mais que um cliente.

Você e sua família são nossos convidados especiais. Então, não poderíamos deixar de oferecer serviços exclusivos, para transformar os seus dias de praia em pura diversão.

Nossas instalações foram totalmente reformuladas e ampliadas, para aumentar o seu conforto e comodidade. Os clientes da Marina Casarini contam com:

Sala Vip para reuniões

Sala Vip para reuniões

  • Espaço de convivência com churrasqueira na varanda a beira-mar.
  • Sala vip para reuniões e negócios.
  • Boutique de acessórios, agora com uma loja de conveniências.
    Boutique com loja de conveniências

    Boutique com loja de conveniências

    E mais:

  • Vestiários (feminino e masculino) super equipados com chuveiros para clientes.
    Antes e depois da diversão na água, você pode tomar uma bela ducha e se trocar, com tranquilidade.
  • Amplo estacionamento para automóveis com 100 vagas exclusivas para clientes da Marina.
    Enquanto você se diverte na água, o seu veículo fica seguro, dentro da Marina.

    Amplo estacionamento com vaga para 100 automóveis dentro das instalações da Marina.

    Amplo estacionamento com vaga para 100 automóveis dentro das instalações da Marina.

Venha conferir nossas instalações. Você não vai querer voltar pra casa! :)


Instalações para 50 embarcações de até 40 pés.

Marina Casarini – modernas instalações para a sua embarcação

A Marina Casarini oferece as melhores e mais modernas instalações para sua embarcação ou moto aquática. Venha conferir!

A Marina Casarini possui as melhores e mais modernas instalações para a sua embarcação.

Com localização privilegiada na badalada praia da Enseada, no Guarujá, nossas instalações possuem amplo estacionamento com mais de 50 vagas cobertas para embarcações de até 40 pés.

Você não precisa se preocupar, pois seu barco permanecerá devidamente armazenado em nossas instalações, após todo o cuidado de nossa equipe com o seu pré-armazenamento (lavagem e dessalinização).

Garageamento para 50 barcos de até 40 pés.

Garageamento para 50 barcos de até 40 pés.

Aqui o seu barco também recebe tratamento VIP! Aproveite e feche o nosso pacote anual, pague em 10x no cartão de crédito e ainda ganhe 1 mês grátis. Consulte as nossas condições especiais, através do telefone (13) 3392-3000.


Garageamento para 650 jets.

Marina Casarini – garageamento com capacidade para 650 jets

A Marina Casarini oferece as melhores e mais modernas instalações de garageamento para o seu jet. Venha conferir.

A Marina Casarini possui as melhores e mais modernas instalações para você deixar o seu jet na melhor localização do Guarujá.

Com localização privilegiada na badalada praia da Enseada, a Marina Casarini oferece ampla garagem coberta com capacidade de armazenamento de 650 jets.

Garageamento para 650 jets

Garageamento para 650 jets

E você não precisa se preocupar com nada, pois seu jet permanecerá devidamente armazenado em nossas instalações, após todo o cuidado de nossa equipe com seu pré-armazenamento (lavagem e dessalinização).

Aqui o seu jet também recebe tratamento VIP! Aproveite e feche o nosso pacote anual, pague em 10x no cartão de crédito e ganhe 1 mês grátis. Consulte as nossas condições especiais, através do telefone (13) 3392-3000.


Serviço leva-e-traz da Marina Casarini

Leva-e-Traz: comodidade e rapidez na entrega da sua embarcação

A Marina Casarini oferece o serviço de Leva-e-Traz, para colocar e retirar o seu jet ou barco da água, com todo conforto e agilidade que você precisa.

A Marina Casarini oferece o serviço de Leva-e-Traz, para colocar e retirar o seu jet ou barco da água, com todo conforto e agilidade que você precisa.

Deixe a sua moto aquática ou embarcação nas mãos de quem entende do assunto e aproveite ainda mais os seus momentos de lazer, sem se preocupar com o seu deslocamento ou armazenamento.

Serviço leva-e-traz da Marina Casarini.

Serviço leva-e-traz da Marina Casarini.

Rapidez, comodidade e segurança para você e sua família. 😉

Aproveite e feche o nosso pacote anual. Consulte as nossas condições especiais, através do telefone (13) 3392-3000 e usufrua dos serviços exclusivos da Marina Casarini o ano todo!

 


Serviços - lavagem à jato e dessalinização

Serviços de lava-jato e dessalinização

Na Marina Casarini, seu jet e embarcação recebem tratamento VIP, como o serviço pré-armazenamento de lava-Jato e dessalinização. Venha conferir.

Na Marina Casarini, seu jet e embarcação também recebem tratamento VIP!

Antes de serem armazenados em nossas garagens exclusivas para barcos e jets, a sua embarcação vai recebe o melhor tratamento pré-armazenamento de lavagem à jato e dessalinização.

Serviços pré-armazenamento: lavagem à jato e dessalinização

Serviços pré-armazenamento: lavagem à jato e dessalinização

Aqui, ela vai receber todos os cuidados que você mesmo teria antes de guardá-la, até a sua próxima utilização!

Venha conhecer de perto nossa equipe especializada, serviços e modernas instalações. Você não vai querer deixar a sua moto aquática ou barco em outras mãos!

Aproveite e feche o nosso pacote anual. Consulte as nossas condições especiais, através do telefone (13) 3392-3000 e usufrua dos serviços exclusivos da Marina Casarini o ano todo!


Muito mais que uma Marina. Marina Casarini.

Muito mais que uma marina. Marina Casarini.

A melhor marina tem localização privilegiada e os melhores serviços da praia da Enseada, no Guarujá. Venha conferir!

Com fácil acesso e apenas a uma hora do centro de São Paulo, a Marina Casarini no Guarujá oferece a sofisticação e o bom atendimento da Casarini, em localização privilegiada na praia da Enseada, de frente para o mar.

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Muito mais que uma Marina. Marina Casarini.

Além de um completo showroom de produtos Sea-Doo, Evinrude e Can-Am, a Casarini Beach dispõe de Boutique com uma moderna loja de conveniência, central de peças e acessórios, assistência técnica especializada, mezanino com área de convivência, sala vip e tantas outras comodidades, que só a Casarini oferece exclusivamente para os clientes da Marina:

  • Garageamento com capacidade para 650 jets
  • Estacionamento para 50 barcos de até 40 pés
  • Serviço leva-e-traz
  • Serviço pré-armazenamento de lava-jato e dessalinização
  • Sala de convivência e churrasqueira na varanda à beira-mar
  • Sala Vip para reuniões
  • Vestiários feminino e masculino com chuveiros para clientes
  • Estacionamento com 100 vagas internas para automóveis
Marina Casarini - a melhor marina em local privilegiado no Guarujá

Marina Casarini – a melhor marina em local privilegiado no Guarujá

Além de toda essa comodidade, a Marina Casarini organiza e promove eventos esportivos e recreativos, contribuindo para a divulgação dos esportes náuticos e a interação entre os praticantes e entusiastas.

Venha nos visitar e conhecer as instalações da Marina Casarini, na Av. Miguel Stefano, 4941 – Guarujá/SP. Aproveite e feche o nosso pacote anual, pague em 10x no cartão de crédito e ganhe 1 mês grátis. Consulte as nossas condições especiais, através do telefone (13) 3392-3000.


Rally da Ilha brindou sua 10ª edição no Brasileiro Baja

Evento aconteceu em Ilha Comprida, no litoral paulista, e a entrega dos troféus aos campeões foi neste domingo (26).   Após dois dias de muita adrenalina, chegou ao fim mais…

Evento aconteceu em Ilha Comprida, no litoral paulista, e a entrega dos troféus aos campeões foi neste domingo (26).

 

Após dois dias de muita adrenalina, chegou ao fim mais uma edição do Rally da Ilha, um dos mais tradicionais eventos de rali do Brasil. A prova que faz parte do calendário do Campeonato Brasileiro de Rally Baja (3ª e 4ª etapas) foi realizada na Estância Balneária de Ilha Comprida e a cidade litorânea recebeu pela décima vez a competição entre os dias 24 e 26 de maio.

Mais de 55 competidores de todo o país participaram do evento off-road para motocicletas, quadriciclos e Utility Terrain Vehicles (UTVs). Os participantes percorreram cerca de 340 km em rotas pelo interior da ilha repletas de desafios como poças d’água, muita areia, piçarras e piso batido com cascalho.

Resultado do primeiro dia do Rally da Ilha 2017, SS3 + SS4, cinco primeiros UTVs:
1) 111 Rodrigo Varela, Ca-Am Maverick Turbo, (4)Pro, 01h38min24
2) 127 Gustavo Lapertosa/Fábio Zeller, Can-Am Maverick-X3, (3)Pro, 01h38min35
3) 103 Deninho Casarini, Can-Am Maverick X3 XRS Casarini Edition, (1)Pro, 01h39min18
4) 105 Bruno Varela, Can-Am X3m, (1)Pro, 01h40min02
5) 112 Henrique Gutierrez/Andre Munhoz, Can-Am Maverick-X3, (2)Pro, 01h40min22

Resultados acumulados do Rally da Ilha 2017, após dois dias:
1) 127 Gustavo Lapertosa/Fabio Zeller, Can-Am Maverick-X3, (3)Pro, 03h01min35
2) 105 Bruno Varela, Can-Am X3m, (1)Pro, 03h02min16
3) 111 Rodrigo Varela, Ca-Am Maverick Turbo, (4)Pro, 3h03min12
4) 112 Henrique Gutierrez/Andre Munhoz, Can-Am Maverick-X3, (2)Pro, 03h03min17
5) 131 Edu Piano, Can-Am, (5)Pro, 03h05min29
9) 103 Deninho Casarini, Can-Am Maverick X3 Casarini Edition, (8)Pro, 03h09min52

*Resultados completos do Rally da Ilha: www.chronosat.com.br

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Campeão do Rally da Ilha em 2016, Deninho teve problemas antes do prólogo e no 1º dia de prova, o que o levou à 9ª colocação na classificação geral. Mas ainda tem muito chão e poeira pra levantar no Brasileiro de Rally Baja! Avante, Patrãozinho! Em Maio, tem Rally Cuesta! 😉

 


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Casarini leva agito e muita diversão nas águas em Ilha Comprida

Passeio aquático organizado pelo vereador Miguel Tallada – o MIG – de Ilha Comprida e Denis Nascimento, de Iguape, o 2º Passeio Jeteiros do Lagamar, contou com o apoio da…

Passeio aquático organizado pelo vereador Miguel Tallada – o MIG – de Ilha Comprida e Denis Nascimento, de Iguape, o 2º Passeio Jeteiros do Lagamar, contou com o apoio da Casarini e levou muito agito e diversão pelas águas do Mar Pequeno, passando pela bela região do Parque Estadual da Ilha do Cardoso.

Percurso do Passeio de Jets e Barcos / Fevereiro 2017

Percurso do Passeio de Jets e Barcos / Fevereiro 2017

O percurso teve início na Marina Valverde em Ilha Comprida/SP, de onde o grupo partiu por volta das 7h30 da manhã do sábado (18). Navegaram até Cananéia/SP onde fizeram uma parada para abastecimento das embarcações.

De lá, seguiram para o destino final em Ararapirá, já localizada no Estado do Paraná, onde os participantes foram recepcionados por um almoço oferecido pela comunidade local. A festa continuou com o agito de um DJ e ainda houve sorteio de brindes oferecidos pela Casarini.

Por volta das 16h30, a galera partiu com destino a Cananéia/SP, onde abasteceram e seguiram de volta a Ilha Comprida/SP.

Com média de 30 milhas por hora e pouco mais de 5 horas de evento (ida e volta), foram 250 km de muita diversão com nossos amigos e clientes!


Deninho comemora 1º lugar no Rally da Ilha, etapa do Brasileiro de Rally Baja. Foto: Doni Castilho

DENINHO CASARINI – DA ÁGUA PRA TERRA

Matéria publicada na Revista Dirt Action – edição #256 de janeiro/2017. Ele é filho de outro grande nome do motociclismo nacional, Denisio Casarini, um dos pioneiros no esporte, tanto na motovelocidade como…

Matéria publicada na Revista Dirt Action – edição #256 de janeiro/2017.

Ele é filho de outro grande nome do motociclismo nacional, Denisio Casarini, um dos pioneiros no esporte, tanto na motovelocidade como no motocross. Com DNA de campeão, Denisio Casarini Filho começou a competir com motos aquáticas, e como o pai fez no motociclismo, acumulou títulos: 20 nacionais e três mundiais. Depois de anos competindo na água, Deninho decidiu tentar uma modalidade totalmente diferente. Ele partiu para a terra, mais precisamente para o rali, pilotando UTV, e nesta temporada garantiu dois títulos nacionais. Além do sucesso como competidor, Deninho é empresário nesses dois segmentos, sendo representante de grandes marcas, como Sea-Doo, onde é o líder do mercado, Can-Am, Polaris e, mais recentemente, Kawasaki. Conversamos com ele no final do ano e falamos sobre sua carreira na água e na terra, sua vida como empresário nesses dois segmentos e sobre outros assuntos. Conheça mais sobre esse multicampeão.

DENINHO CASARINI - Da água pra terra.

DENINHO CASARINI – Da água pra terra. Foto: Idário Café

Texto: CELESTINO FLAIRE JR. Foto: IDÁRIO CAFÉ

Dirt Action – Você teve uma grande carreira nas motos aquáticas, conquistando títulos nacionais e mundiais, e depois decidiu competir no rali, acelerando um UTV. Como foi essa transição?
Deninho Casarini – Desde pequeno eu ando de “jet-ski”, e competir foi algo normal para mim. Durante esses anos participando de provas nesse segmento, acumulei títulos nacionais e fui três vezes campeão mundial. Minha família trabalhava com esse produto, e foi natural competir no segmento. Como trabalhávamos com a BRP, com os jets, e ela também tinha produtos da marca Can-Am, de veículos UTV e ATV, foi normal a nossa empresa passar a trabalhar nesse setor. Acabei passando a pilotar um UTV, e rapidamente comecei a competir, sem grandes pretensões no início. Mas já no primeiro ano correndo, em 2013, fui vice-campeão brasileiro, com um ponto atrás do campeão. Precisei de dois anos para entender o que é preciso para competir na modalidade. No rali é preciso ter um equipamento que suporte provas de longa duração e o piloto precisa ser mais consistente. Acabei tento muitos problemas com os UTVs aspirados e depois com os turbinados. Mas tudo isso foi fundamental para entender como é o rali, e isso foi fundamental para a temporada 2016, quando conquistei títulos nacionais de forma antecipada.

DA – Como foi a última temporada? Quais foram as maiores dificuldades durante o ano?
DC – Durante toda a temporada nós tivemos que competir com grandes nomes da modalidade, como Mauricio Neves, todos os filhos do Reinaldo Varella, Danilo Nascimento e outros. Muitos vieram das motos e tinham experiência na modalidade, e a categoria UTV apresentou muitos participantes, mais de 40 inscritos em média. Então, nada foi fácil durante todo o ano. Não fui o mais rápido nas provas, mas procurei ser o mais constante, sempre pensando nos campeonatos. E sempre estive entre os ponteiros, conquistando pontos importantes para disputar o título. Faltando ainda duas etapas para o final da temporada, consegui garantir o título no Brasileiro de Rally Baja e no Brasileiro de Rally de Cross Country. Tendo vantagem significativa, nas provas finais procurei andar de forma conservadora, para não arriscar o título. Já meus oponentes precisaram andar rápido para tentar tirar minha vantagem e, com isso, alguns bateram e outros caíram. No final, mantive a liderança e conquistei o título.

DA – Você comentou sobre o grande número de participantes na categoria UTV em ralis, sinal que o brasileiro vem se identificando com a modalidade. Como vê o futuro da categoria?
DC – O UTV dá um prazer enorme, diferente do carro, apesar deste também ser um veículo de quatro rodas. Você pilota um UTV como se fosse um carro, mas ele possui uma grande suspensão, permitindo realizar grandes saltos, como em uma motocicleta. Então, você tem o prazer do carro e a adrenalina de uma motocicleta, só que com mais segurança. Penso que a tendência é o esporte crescer a cada ano. Nos últimos anos que competia de jet, aproximadamente com 30 anos, não me sentia mais à vontade na modalidade e buscava outros desafios, mais seguros, e o UTV caiu perfeitamente na minha vida. No primeiro ano eu não levei o esporte muito a sério, procurei me divertir muito mais do que competir. Mas isso mudou logo nas primeiras provas, pois senti um grande prazer em competir com o UTV no rali, e com o tempo fui entendendo como tudo funciona. O UTV gera uma adrenalina alta mas com muita segurança, e o piloto consegue participar sozinho ou com um companheiro. E se você comparar com corridas de carro, as de UTV podem ser consideradas baratas, de baixo custo.

DA – Aproveitando que falou de custos, é caro competir com um UTV em um rali?
DC – Quando o UTV foi criado, ele não era um veículo de competição, mas de lazer e trabalho off-road. Mas as fábricas Can-Am e Polaris passaram a oferecer seus produtos cada vez com mais peças especiais, e hoje podemos dizer que eles já vêm prontos para competir, devido à qualidade dos componentes que possuem. A Can-Am lançou recentemente o Maverick X3 e a Polaris, o 170 novo, veículos com 170 cavalos e apenas 500 quilos, com suspensões absurdas e muito eficientes, muito próximas dos veículos que competem no Dakar. Então, você não precisa realizar muitas mudanças no produto original.

DA – Além de piloto você também é empresário do setor. Como faz para conciliar essas duas tarefas que exigem muito tempo e dedicação?
DC – Na verdade, tenho momentos em que preciso me concentrar totalmente nos negócios, mas sei que quando estou competindo, preciso estar 100% concentrado na prova. Depois de uma semana cuidando dos negócios, quando chega a quinta ou sexta-feira de um final de semana de prova, consigo desligar a “chave” de empresário e me concentrar e me dedicar à prova, para ter um bom resultado. Claro que uma pessoa mais jovem do que eu, com uns dez anos a menos, tem como dedicar mais tempo à competição e arriscar mais. Eu não tenho essa possibilidade, preciso buscar bons resultados de forma conservadora. Sei que um piloto mais agressivo vai andar rápido em uma prova, mas o risco de errar ainda no início de um rali é grande. Com a idade vem a conscientização, a maturidade, e é isso que preciso ter quando estou competindo. E preciso me desligar dos negócios para me concentrar nas provas e não cometer erros. No rali você precisa correr com “reserva”, para poder chegar em boa posição no final da prova. Você pode perceber que os grandes pilotos de rali são caras mais experientes, normalmente com idade superior a 30 anos, pois a modalidade exige isso. Como disse, não adianta ser rápido e agressivo em uma prova longa, pois assim talvez não chegue no fim.

DA – Tendo de cuidar de suas empresas, como acha tempo para treinar?
DC – Os campeonatos de rali apresentam muitas etapas, são quase 15 corridas na temporada. Aproveitamos essas provas para acertar o UTV e melhorar a pilotagem. Quase não é preciso treinar, você vai evoluindo com o passar das provas. Claro que isso não é o ideal – ter tempo para acertar o UTV e treinar é essencial –, mas esse esporte me não permite isso. Mesmo assim, conseguimos desenvolver um grande veículo, e posso dizer que o nosso é um dos melhores no rali. Ele é desenvolvido aqui mesmo, em nossa oficina, sem nenhum técnico. Eu mesmo tenho muito conhecimento de mecânica e aproveito disso. Tenho certeza que o nosso UTV é um dos melhores nas provas. E o mérito é nosso. Vamos desenvolvendo o veículo aos poucos, e isso é muito importante para a nossa equipe, pois o ele precisa terminar as provas.

DA – Vamos falar um pouco sobre os campeonatos brasileiros. Como vê os eventos nacionais?
Algo precisa mudar?
DC – Participamos dos campeonatos brasileiros de Rally Baja e Rally Cross Country, e diferentemente de outras modalidades, possuem promotores diferentes, de provas tradicionais do calendário nacional. Isso traz uma certa rivalidade, cada um buscando realizar uma prova melhor do que a do outro. Essa rivalidade torna os eventos bem realizados. Ao mesmo tempo, apesar de suas respectiva responsabilidades, eles acabam se ajudando mutuamente. É comum você ver o promotor de uma prova em outra prova, e isso não acontece em outras modalidades, onde a rivalidade não contribui para o esporte. Claro que os promotores têm passado por dificuldades, em grande parte pela crise econômica no País, afinal de contas são empresas, e todos têm dificuldades na busca de patrocinadores. Mesmo assim, eles estão fazendo provas de qualidade e com segurança.

DA – Aproveitando o assunto patrocinadores, com quem você contou na temporada passada?
DC – Hoje contamos com o apoio da Motul e Can-Am, que me cede metade das peças que utilizo na temporada, além de dois UTVs para o ano. Tenho também apoio da Dopamina, um enérgico novo, dos antigos donos da Itaipava. Ele tem composição moderna e nova fórmula. A Dopamina selecionou alguns atletas para divulgar o novo produto e acabei fazendo uma parceria com ela. Tenho certeza que esse produto terá um grande sucesso. E, claro, tenho suporte de nossas empresas que trabalham nesse segmento, pois a participação em provas também contribui na divulgação.

Deninho comemora 1º lugar no Rally da Ilha, etapa do Brasileiro de Rally Baja. Foto: Doni Castilho

Deninho comemora 1º lugar no Rally da Ilha, etapa do Brasileiro de Rally Baja. Foto: Doni Castilho


Denisio Casarini - Uma lenda do Motociclismo. Fonte: Revista Moto Action #113

DENISIO CASARINI – UMA LENDA DO MOTOCICLISMO

Matéria publicada na Revista Moto Action – edição #113 de janeiro/2017. Denisio Casarini é um dos pioneiros do motociclismo nacional e correu em uma época em que a paixão pelo…

Matéria publicada na Revista Moto Action – edição #113 de janeiro/2017.

Denisio Casarini é um dos pioneiros do motociclismo nacional e correu em uma época em que a paixão pelo esporte era maior e que o talento era superior às máquinas, bem diferente da atualidade. Dividiu as pistas com grandes nomes do esporte internacional, como Steve Baker e Johnny Cecotto, e mesmo com equipamentos inferiores, nunca se deixou intimidar.

DENISIO CASARINI UMA LENDA DO MOTOCICLISMO

DENISIO CASARINI – UMA LENDA DO MOTOCICLISMO. Foto: Idário Café

Texto: CELESTINO FLAIRE JR. Foto: IDÁRIO CAFÉ

Sua história daria um livro com centenas de páginas e ele tem prazer em contá-la, tanto que essa entrevista, incialmente prevista para durar alguns minutos, se transformou numa conversa de quase três horas. Posso dizer que foram momentos emocionantes, por tudo o que esse pioneiro passou e pelas dificuldades e desafios que a época oferecia aos amantes do motociclismo brasileiro. Acompanhe essa conversa com esta lenda viva do esporte nacional, que começou com aquele desejo de ter uma motocicleta e, quando isso aconteceu, o projetou para o mundo maravilhoso das competiç ões. Para resumir sua vida e carreira seriam necessárias várias edições da Motoaction, mas procuramos fazer um apanhado de suas aventuras, conquistas e decepções, como da época que estava preparado para correr no Mundial de Motovelocidade, mas com circunstâncias não lhe permitiram realizar esse sonho. Venha com a gente conhecer mais sobre esse grande piloto que se tornou um grande empresário e que até hoje não dispensa a sua motocicleta para cruzar a grande cidade de São Paulo. Com vocês, Casarini, um nome que ainda transmite respeito e paixão, tanto no esporte como no mundo dos negócios.

MA – Você é um dos pioneiros do motociclismo nacional, em uma época de glamour e de
muitos desafios. Poderia fazer um resumo de como chegou às competições?

DENISIO – Como todo garoto, ainda pequeno tinha minha bicicleta, mas sempre acompanhava uma turma que tinha idades superiores à minha e andava com motos de 50 cilindradas. Na época, a gente chamava de motonetas, e sempre me chamaram a atenção. Puch, Leonette, Italjet, Minarelli e “Javinha” (Jawa). Demorou para ter uma dessas, pois era o mais novo da turma. Cheguei atrasado, mas cheguei! Aos 13 anos, meu pai me deu uma Leonette, fabricada em Caxias do Sul (RS), com motor Jawa de 50 cc. O Mappin, na época uma gigante do comércio nacional, a vendia. Claro que os modelos importados dessa categoria eram o sonho de consumo de qualquer amante das duas rodas. As que mais vendiam era a Mòndial, que tinha representante no Brasil, e a Italjet – o Luiz Latorre era o representante dessa marca. Eu não era diferente e tinha o sonho de ter um desses modelos, mas infelizmente isso não aconteceu. Só agora, depois de tantos anos, acabei adquirindo uma Italjet ano 1964, um colírio para os olhos! Voltando aos jovens e suas motos, passou a ser comum os pegas entre nós nas ruas, e logo passamos a ver as corridas de motos em Interlagos (Autódromo José Carlos Pace). Tudo era menor naquela época, bem diferente do esporte atual, que ganhou proporções gigantescas. Não demorou para eu ficar amigo dos Carmona – família tradicional da motovelocidade no passado – e do Edgard Soares, entre outros que atuavam no motociclismo. Com essas amizades, não demorei para entrar no esporte. Minha primeira corrida foi com o Felipe Carmona, o Rei das Motocicletas, nas 500 Milhas de 1970, com uma NSU 250 apelidada de “monstrinho” e que durante a prova nos deu diversos problemas. Terminamos nas últimas posições. Isso me motivou e comecei a correr na categoria estreante com uma Yamaha 180. No ano seguinte, corri novamente na prova da minha estreia, dessa vez com o “Tucano” (Walter Barchi) e com uma Ducati 250 que foi comprada por ele e um amigo. Chegamos a liderar a prova, mas perdemos para os japoneses que a Yamaha trouxe para a prova, para correr com uma TR2B 350 cc (2T). Finalizamos em segundo. Com esse bom resultado, a Yamaha se interessou por nós e acabamos arrumando emprego na fábrica e também para representar a marca nas corridas. Foi uma época muito boa. Depois de alguns anos, acabamos nos estabelecendo como concessionários da marca; depois me transferi para a Honda, marca pela qual eu também corri, até os anos 1980. Tinha casado, logo tive filhos e passei a me dedicar também aos negócios, mas sem deixar de lado as motocicletas. Até hoje eu piloto uma.

MA – Durante esses anos competindo, quais foram suas principais conquistas?

DC – Foram anos emocionantes. Bem diferente de hoje, tudo era mais glamoroso. Tive a oportunidade de conquistar praticamente tudo que corri. Inclusive, os pilotos naquele início não corriam somente de motovelocidade. O motocross também estava acontecendo no Brasil, e a gente praticava também essa modalidade. Entre os eventos conquistados, vencemos as 24 Horas do Brasil em 1974 e fui campeão de motocross, antes mesmo dos primeiros campeonatos brasileiros da modalidade. As provas daquela época marcaram a história do motociclismo nacional. Ter uma motocicleta era algo luxuoso, para poucos. Para comprar uma era preciso ter poder financeiro. Éramos jovens que amavam a velocidade, e as corridas eram muito divulgadas, inclusive nos jornais, na primeira página! Parei com as motos em 1980, mas nunca deixei de competir. De lá pra cá, participei de provas de carros. Inclusive, competi em um campeonato de carros clássicos, a Classic Cup, no ano passado e fui campeão. Então, a vontade de competir dura muitos anos, sempre com motor e rodas.

MA – Ainda sobre competições, você teve a oportunidade de correr no exterior?

DC – Em 1974 surgiu uma grande oportunidade na minha carreira. Tudo estava acertado para correr no Mundial de Motovelocidade, na categoria 350. Tinha um grande patrocinador, a Bardahl, mas os recursos eram limitados se comparado com os das outras equipes do campeonato. Mesmo assim eu estava animado, determinado e muito confiante em obter bons resultados. Infelizmente, antes de me transferir para a Europa, na última corrida que fiz no Brasil – era numa prova internacional, onde poderia me sobressair e ir para o Mundial com prestígio –, acabei caindo na curva 1 de Interlagos, em virtude de um problema na minha motocicleta, e fraturei o braço. A recuperação foi longa, mais de um ano, e com isso perdi o “time” dessa oportunidade de competir no Mundial. Paralelamente a esse acontecimento, acabei me casando, um filho chegando, e comprei um apartamento de um amigo. Assinei um contrato de compra para pagar durante mais de 20 anos (risos)! Então, tudo isso me fez perder o “time” de correr fora. Mesmo assim, participei de provas fora do Brasil, como em Bol d’Or, no Mundial de 750 e em Daytona, nos Estados Unidos. E tanto fora como aqui, competi com grandes pilotos internacionais. E conseguia andar junto deles, mesmo com motocicletas inferiores às dos ponteiros. Isso me mostrou que poderia acompanhar os pilotos internacionais de nível. Só como exemplo, posso citar minhas disputas com uma fera do motociclismo da época, o venezuelano Johnny Cecotto. Andávamos juntos, no Brasil e no exterior. Andei com ele no Japão, foi uma grande disputa, e com uma moto inferior eu andei na frente! Outro grande piloto com quem andei lá fora e consegui andar junto foi o americano Steve Baker. Sempre acompanhei esses caras, claro que precisava de mais experiência e de um equipamento melhor, mas tinha certeza que poderia ter bons resultados no Mundial. Eu tinha potencial. Você tem que começar “meio maluco” e depois vai se adequando à uma tocada mais precisa. É como esse garoto da Fórmula 1, o Max Verstappen. Ele é maluco, mas daqui a pouco se ajusta, e tem tudo para ser campeão. Hoje ele ainda passa a linha do limite. Eu era assim naquela época, mas iria me ajustar e os resultados chegariam. No entanto, muitas coisas aconteceram para que eu perdesse a chance de competir no Mundial.

MA – Falando sobre pilotos, quem foram seus grandes adversários nos campeonatos regionais e nacionais?

DC – Tinha dois caras no Brasil que andavam juntos, Tucano e Edmar Ferreira, além do Adu Celso, que já fazia o Mundial. Esses pilotos tinham pegadas iguais. Depois vieram outros caras com talento, mas andei pouco com eles. Mas os que citei eram os caras que eu tinha que bater. Tínhamos uma grande amizade, mas dentro da pista era cada um por si e ninguém queira perder. Era uma época com grandes disputas, grandes pegas, um apertando o outro. A pista chegava a ficar estreita em algumas disputas. Era assim, ninguém tirava a mão. Talvez era por isso que a gente se machucava mais do que esses caras de hoje. Sem contar as motocicletas, que atualmente quase andam sozinhas. Na minha época, você tinha que tirar o máximo do equipamento. Claro que andei com boas motocicletas, mas eram bem distantes das motos dos estrangeiros, e a gente não se intimidava quando corria com eles. Realmente foi uma época de ouro, de muito glamour, e fico feliz por ter feito parte desse momento do motociclismo nacional.

MA – Você comentou sobre a sua experiência no motocross também. Como foi correr nessa modalidade?

DC – Como disse, naquele começo a gente andava de motovelocidade e de motocross. Tive a oportunidade vencer o campeonato em 1974. Como disse, ainda não era o Brasileiro, mas corria com os caras mais rápidos da época. Tinha que correr com caras durões, como o Nivanor Bernardi, que era realmente um touro. Não era nada fácil competir com ele e às vezes eu tinha que fazer alguma sacanagem (risos). Tivemos alguns momentos de discussões também, e até trocamos socos, o que era comum na época. Nivanor era um cara durão, forte. Certa época nós chegamos a correr juntos pela Yamaha, mas não estava dando certo e cheguei a falar para o pessoal que era melhor ele ser piloto de motocross e eu me dedicar à motovelocidade. Não foi fácil desistir do motocross, afinal de contas as motos novinhas da Yamaha estavam disponíveis. Mas achei que seria melhor cada um competir em uma modalidade, e o Nivanor se deu bem, acabou crescendo na categoria, foi campeão brasileiro e latino-americano e venceu muitos outros campeonatos. Não tinha ninguém pra ele. Só depois surgiram outros pilotos de nível, como o Moronguinho (Pedro Bernardo Raimundo), entre outros. Decidi ficar só na velocidade, pois além dos pilotos que estavam surgindo, as pistas eram bem judiadas, quase um asfalto, e vivia me lesionando, o que prejudicava na motovelocidade. Foram esses fatores que me fizeram desistir do motocross.

MA – Você comentou que, paralelo ao sucesso no motociclismo, passou a ser empresário do setor. Fale um pouco sobre essa atividade.

DC – Em 1996, encerrei as atividades com a Honda nas motocicletas, pois decidi entrar na linha de automóveis leves, com a Asia Motors, coligada da Kia. Trabalhei com ela até 2000, quando a empresa encerrou suas atividades no Brasil. Acabei indo para o ramo de produtos para atividades aquáticas, pois tinha barco e meus filhos eram novos e já andavam com motos aquáticas. Eles decidiram competir e, como não pretendia deixá-los correr com motocicletas, pois tive tantas lesões que já perdi a conta,
eles seguiram carreira nas provas de motos aquáticas. Para sermos competitivos, foi quase uma consequência migrar os negócios para esse segmento. Tinha um espaço enorme utilizado para o negócio de carros, e passamos a usá-lo como oficina para preparar as motos aquáticas. Isso nos motivou a trabalhar no segmento. O Deninho (Denisio Casarini Jr.) foi o grande incentivador disso, e quando percebemos já estávamos trabalhando no setor, vendendo produtos da Sea-Doo. Decidimos, então, conquistar esse mercado interessante. Já são 12 anos atuando e somos líder do segmento. Temos três lojas, sendo duas na cidade de São Paulo e outra em Guarujá. Com a crise instalada no Brasil, houve a retração do mercado e decidimos ampliar nossas atividades, passando a dividir a operação com outros produtos, como os ATVs e UTVs da Can-Am e Polaris. E, posteriormente, com motocicletas da marca Kawasaki, todos na Avenida dos Bandeirantes, na cidade de São Paulo. Dando continuidade em nossa ampliação de negócios, a partir de 2016 iniciamos as atividades com as marcas Mitsubishi e Suzuki. O Deninho continua nos negócios de motos, ATVs e UTVs e eu parto novamente para o segmento de carros.

MA – Você comentou que essa paixão pelas competições passou para o seu filho Deninho, que acumulou diversos títulos na água e agora compete no off-road…

DC – Realmente, o Deninho sempre foi muito competitivo, desde pequeno. Competindo durante muitos anos com motos aquáticas, conquistou diversos títulos nacionais e mundiais. E nos últimos anos decidiu competir no off-road com UTV, onde também tem conquistado títulos nacionais. Fico feliz por ele, que sempre foi um garoto dedicado e muito competitivo. Acompanhar sua carreira na água e na terra tem sido gratificante. É minha grande inspiração, tudo que faço é pensando nele. Tenho certeza que meus investimentos com ele foram certos, tanto nas competições, por tudo que ela já me proporcionou, como nos negócios. Ele tem mais vontade, mais determinação nas competições, vibra mais do que eu e se sai bem em tudo o que faz. Troféus não lhe faltam e segue o mesmo no off-road, sempre determinado.
Eu vou continuar correndo com carros clássicos. Tenho 66 anos e não dá para fazer nada agressivo. Mas o que me empolga é que ele sempre está a mil por hora, nas corridas e nos negócios. Dou todo o aval para ele, o admiro e o respeito no esporte e nos negócios. Afinal de contas, somos amadores, competindo com recursos próprios, e ainda continuamos vencendo, tanto ele como eu, o que me deixa muito feliz. O importante é que somos campeões nas provas e também nos negócios. Sempre nos destacamos nos ATVs e UTVs, e agora estamos atuando forte nas motos, com a Kawasaki, onde já somos a terceira concessionária em número de negócios. Portanto, tudo me deixa muito feliz. Tenho uma grande admiração e respeito pelo Deninho, que aos poucos vai assumindo completamente esses negócios.

MA – Já que estamos falando de negócios, como estão enfrentando os desafios que o mercado tem apresentado?

DC – Com a nova situação econômica e política brasileira, que trouxeram queda nas vendas, os negócios ficaram mais enxutos. A queda proporciona dificuldades no equilíbrio das contas e, portanto, é preciso enxugar o custo operacional. As despesas são as mesmas, como aluguel e impostos, mas as vendas são outras. Estamos readequando nossos negócios para nos mantermos no mercado. É um desafio que todas as empresas estão sendo obrigadas a enfrentar, não somos diferentes.

MA – Mesmo competindo esporadicamente com carros, você ainda anda de motocicleta?

DC – Na verdade, eu não consigo andar de carro na cidade de São Paulo. Utilizo a motocicleta todos os dias. Agora tenho uma Indian Scout, pois sou representante da marca Polaris, e a marca americana Indian faz parte do grupo. Consequentemente, adquiri a Scout. Andar de carro no trânsito de uma metrópole como São Paulo faz você se aborrecer toda hora. Quem está acostumado a andar de moto não consegue andar de carro, só de moto! •

Denisio Casarini - Uma lenda do Motociclismo. Fonte: Revista Moto Action #113

Denisio Casarini – Uma lenda do Motociclismo. Fonte: Revista Moto Action #113


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