Rally Rota SC – Rally congelante

Com temperaturas negativas, apenas os motores foram capazes de esquentar o clima no Rally Rota SC
Fonte: Revista Dirt Action

Deninho Casarini e Luís Felipe Eckel vencem o Rally Rota SC Foto: Claudio Rieser

Deninho Casarini e Luís Felipe Eckel vencem o Rally Rota SC Foto: Claudio Rieser

A temporada do Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country tem sido uma da mais intensas dos últimos anos. O certame já percorreu quatro Regiões, enfrentando climas e terrenos diferentes. Tudo começou no Nordeste, com o RN1500; em seguida, a caravana desceu para o Sudeste, para o Rally da Cuesta, em São Paulo (SP); depois veio uma prova mais longa e pesada, no Centro-Oeste, na região do Jalapão, o Baja 500. E no início de julho o evento migrou para o Sul, mudando totalmente a característica da prova.

Em pleno inverno e temperaturas congelantes, a cidade de Lages foi palco da 6ª edição do Rally Rota SC, que colocou à prova a determinação dos pilotos, que enfrentaram o frio, e seria a última oportunidade para acertar os detalhes dos equipamentos antes do Rally dos Sertões, o maior desafio do ano. Em dois dias, pilotos e equipes acordaram cedo, com os termômetros marcando temperaturas inferiores a 2º C para buscarem pontos para a temporada. Destaque para o grid maior de pilotos nas Motos e UTVs, respectivamente 26 e 25 participantes. No primeiro dia de competição (1/07), o percurso teve aproximadamente 295 km. Foi um dia difícil para os competidores, levando-se em conta que na noite anterior, além do frio intenso, uma chuva repentina decidiu aparecer e deixar as estradas lisas como sabão. O sol tímido não foi suficiente para secar o percurso.

No dia seguinte, a temperatura caiu ainda mais, chegando perto de -2º C na cidadezinha de Painel, local da largada. O dia agradou mais os pilotos. Sem chuva e com os primeiros quilômetros de estradas parecidas com as encontradas em provas de WRC, rápidas e espaçosas, os competidores puderam imprimir maior velocidade, tudo que os pilotos de rali mais gostam. Em pouco mais de 40 km, eles passaram a subir uma serra e terminaram a prova novamente em trechos rápidos e amplos.

Entre os UTVs, o duelo foi entre Denísios. Denísio Casarini mostrou perfeito entrosamento com a máquina e conquistou mais uma vitória na classe, levando a melhor sobre Denísio Nascimento – que competiu nas motos durante alguns anos e migrou para as quatro rodas –, segundo colocado.

Depois de percorrer aproximadamente 525 km, a sensação que ficou – mais uma vez – é que o Rally Rota SC é uma das provas mais divertidas e bem organizadas da temporada. “Conseguimos fazer uma grande prova, depois de muita chuva nas semanas que antecederam o evento, o que nos levou a fazer pelo menos uma dezena de mudanças no roteiro”, contou André Alcântara, idealizador e organizador do Rally Rota SC. “Para 2018, pretendemos continuar a realização da prova na mesma data, mas estamos pensamos em mudar algumas coisas, como as motos largando depois dos carros, para sofrerem menos com o frio, que no início da manhã é intenso”, completou.

Confira a matéria completa na Revista Dirt Action #263